Abro este artigo desculpando-me com os Analistas da Receita Federal, por deixar de cita-los no artigo anterior. E nao foi esquecimento, senao o fato de eu nao me sentir autorizado a falar em nome dos bravos colegas. Li o protesto num dos meus acessos ao Cabresto Sem No. Como quem volvera a poeira da terra, sintir-me-ia o mais ridiculo dos ridiculos, se tivesse o sentimento de superioridade a guiar meus passos. Sim, os Analistas fazem parte do valioso corpo funcional da Receita e possuem qualificaçao de primeira. Eh o que testemunhei na corregedoria. Eh a verdade. Feito o indispensavel reparo, tornemos ao tema deste artigo - que sao os maus augurios que o governo anuncia para o funcionalismo, a guisa de mais uma crise mundial.


O governo ja se vai preparando para negacear reajuste para todo mundo. Sabe que enfrentara resistencia, e por isso ja pos a mesa os embromadores da hora, para negociar. Negociar, que nada! Porca miséria! O simulacro de negociação deve ser rejeitado pelos Analistas e Auditores. Com veemência, digam não. Ou ajoelhem-se!
Apenas pensar em aceitar a farsa negocial já seria uma manifestação de baixa estima. Aceitar, aliás, não é o termo mais preciso, e sim conformar-se.
Recomendo um livro aos sindicalistas: "Você Pode Negociar Qualquer Coisa", de Herb Cohen, um best-seller mundial do grande negociador americano. Cohen mostra as melhores técnicas e truques de toda negociação, inclusives os mais pérfidos. Um deles consiste em fazer a proposta quando o tempo está em adiantada hora, quase acabando. Isso retira da contraparte a tranquilidade para avaliar.
Se bem me lembro, de todas as técnicas e habilidades de negociação, o autor elege uma delas como sendo não o produto da habilidade, mas da extorsão pura e simples, chamado "o modo soviético de negociar". Este modo, diz ele, não deixa à contraparte nenhuma alternativa, e de negociação só tem o nome. Para negociar é preciso saber discernir quando se está numa negociação de quando se está num simulacro dela.
Mas em que consiste o tal "modo soviético de negociar", afinal?
Consiste em fazer uma proposta absolutamente ridícula, destroçando por inteiro a expectativa da contraparte, que, se admite prosseguir, será destroçada ela própria. Se alguém espera vender aos "negociadores soviéticos" uma casa valendo 500 mil reais, após muito esperar receberá um disparate como proposta, algo em torno de 30 mil, por exemplo. A disparidade entre a expectativa e a proposta real é tamanha, que o acerto parece impossível. Se a contraparte ainda possui necessidades que lhe trazem ansiedade e aflição, o método soviético pode dar certo. Nunca é negociação do tipo ganha-ganha, mas sempre do tipo ganha-perde. A ética desses camaradas...ora, a ética, para que perder tempo?
Há também cenários de socar a mesa e ameaçar, como fez o histriônico Nikita Kruschev na ONU, batendo na mesa com um sapato na mão (que retirou não do pé, e sim de um envelope). Ai de quem cede e aceita negociar numa base dessas. Palavra de Herb Cohen, que ensina a órgãos como o Departamento de Estado dos EUA, FBI, CIA e ao Departamento de Justiça americano.
Apenas pensar em aceitar a farsa negocial já seria uma manifestação de baixa estima. Aceitar, aliás, não é o termo mais preciso, e sim conformar-se.
Recomendo um livro aos sindicalistas: "Você Pode Negociar Qualquer Coisa", de Herb Cohen, um best-seller mundial do grande negociador americano. Cohen mostra as melhores técnicas e truques de toda negociação, inclusives os mais pérfidos. Um deles consiste em fazer a proposta quando o tempo está em adiantada hora, quase acabando. Isso retira da contraparte a tranquilidade para avaliar.
Se bem me lembro, de todas as técnicas e habilidades de negociação, o autor elege uma delas como sendo não o produto da habilidade, mas da extorsão pura e simples, chamado "o modo soviético de negociar". Este modo, diz ele, não deixa à contraparte nenhuma alternativa, e de negociação só tem o nome. Para negociar é preciso saber discernir quando se está numa negociação de quando se está num simulacro dela.
Mas em que consiste o tal "modo soviético de negociar", afinal?
Consiste em fazer uma proposta absolutamente ridícula, destroçando por inteiro a expectativa da contraparte, que, se admite prosseguir, será destroçada ela própria. Se alguém espera vender aos "negociadores soviéticos" uma casa valendo 500 mil reais, após muito esperar receberá um disparate como proposta, algo em torno de 30 mil, por exemplo. A disparidade entre a expectativa e a proposta real é tamanha, que o acerto parece impossível. Se a contraparte ainda possui necessidades que lhe trazem ansiedade e aflição, o método soviético pode dar certo. Nunca é negociação do tipo ganha-ganha, mas sempre do tipo ganha-perde. A ética desses camaradas...ora, a ética, para que perder tempo?
Há também cenários de socar a mesa e ameaçar, como fez o histriônico Nikita Kruschev na ONU, batendo na mesa com um sapato na mão (que retirou não do pé, e sim de um envelope). Ai de quem cede e aceita negociar numa base dessas. Palavra de Herb Cohen, que ensina a órgãos como o Departamento de Estado dos EUA, FBI, CIA e ao Departamento de Justiça americano.
A proposta do governo não pode ser um desrespeito aos servidores da Receita, que vem contribuindo com esforço na alavancagem da arrecadação federal, demonstrado pelos recordes quase mensais e sucessivos. Colocar os sindicalistas a andar em circulos em torno da mesa do Duvanier - o embromador-mor - é, pois, o próprio "disparate soviético". Render-se a um estratagema desses significa ir minando a confiança das categorias nas lideranças.
Portanto, do meu ponto de vista, uma só saída é possível: apostar na força do movimento, buscar construi-lo como o maior e mais coeso da história da Receita Federal, e exigir do ministro que negocie de verdade. Ou assuma por inteiro a responsabilidade pelos prejuízos de uma possivel greve, que não evitou, quando poderia fazê-lo. Espera-se do secretario Barreto que se empenhe para agendar o encontro com o ministro, como aconteceu em tempos passados. Ja tivemos sucesso enfrentando conjunturas piores, lembrem-se. Contudo, se nem um so encontro com o ministro conseguimos, quanto mais ter sucesso na campanha salarial.
Os servidores da Receita esperam uma proposta. Cadê o interlocutor? Somente pode ser o ministro. Ou afundaremos na engambelaçao.
Para nao parecer atitude arrogante das lideranças, poder-se-ia evitar abandonar a mesa do Duvanier. Assim, para encenar o faz-de-conta, cada sindicato mandaria dois ou tres membros bons de papo para o sacrificio. Enquanto os principais lideres negociam de verdade. Ou bem isso ocorre, ou vem zero por cento para todo mundo.