16 maio 2006

Igual a Eles Ninguém é




Não há no mundo nada igual a você

Corrupção sempre houve, dizem. É verdade. O indômito Leonel Brizola falava daquela hiena que ria, ria e deixava roubar. Mui simpático e sorridente aquele FHC. Foi o maior cabo eleitoral dessa nuvem de gafanhotos que hoje devora nossa lavoura.
Cuidado, porém, amigos. O ceticismo, agora, é bom negócio para o eles. Zerar o jogo, na base do “todos somos iguais”, mas “com nóis” a economia está nos céus...eis mais uma vigarice que se vai construindo para a campanha da reeleição, sem o Duda Mendonça, mas com os milhões de dólares que serão sacados na calada dos paraísos fiscais e das cuecas fedorentas.

Os 40 ladrões que metem medo na ordem

Eu, porém, lhes digo: jamais verás corrupção semelhante, brava gente brasileira. A corrupção dos 40 ladrões denunciados pelo Procurador-Geral da República é atômica, devastadora. Vence no gigantismo e nos métodos, não se limita às cifra$; segue adiante, até subverter as próprias consciências dos miolos moles. Corrompeu o entendimento de tantos, fazendo-os cegos para ver o monstro totalitário como ele é: voraz, traiçoeiro, inimigo das instituições republicanas e da democracia. Tentou amordaçar o ministério público e a imprensa, e sabotou como pôde as investigações que anteviam ser contra os desvios dos fundos, das verbas públicas e da extorsão de empresários “colaboracionistas”.

Assim será como tu pensares

Sabem qual é a diferença? Não é a grana bilionária dos peculatos do valerioduto. Não. Está em que, no tempo da hiena sorridente do PSDB, quem quer que roubasse pelo menos sentia-se no íntimo um ladrão – não obstante vociferasse sua inocência. Nem tudo estava perdido, era sempre um ladrão e pronto. Nesses dias de novilíngua, contudo, os ladrões já nem mesmo acreditam naquilo que de fato são. Sentem-se e se fazem crer heróis da causa proletária: os assaltos a banco assumiram hoje a forma crua do estelionato e da improbidade, para financiar a causa nobre – a ditadura deles. Por isso, a batalha não é apenas jurídica (olhem a OAB: tremeu e parou, ficou no meio do caminho).
A batalha será principalmente no campo das idéias e da cultura. Se não forem desacantonados os intelectuais-formiga, que pululam nas universidades, escolas e demais instituições aparelhadas, lavando cabeças e reinventando a história, o monstro se regenera feito minhoca.
Aí de nós, que gostamos de ar puro e temos na liberdade um valor humano incomparável.

2 comentários:

Aloisio Nunes de Faria disse...

Cumprimento-o pela coragem e lucidez deste post. Entretanto, no alto dos meus 53 anos de idade, acredito que ainda haverá gente pior do que eles, se, como disse, nós, os brasileiros, não passarmos para o campo das idéias e da cultura.

Realmente, o monstro regenera como minhocas.

Aproveito a visita para saudar a sua vinda para o universo blogueiro, onde, como minhocas, aparece lixo todos os dias.

O seu blog é uma prova de que há inteligência neste mundo.

Abraços

Moacir Leão disse...

Muitíssimo obrigado, Aloísio. Minas respira liberdade, e tu refletes muito bem a marca da tua terra. Para um blogueiro novato como eu, é um baita estímulo a tua aprovação, notadamente pela qualidade de tuas publicações na web.
Já te coloquei nos meus favoritos. Vamos remando contra as pedras e a correnteza adversa.